
Palavras precisam ser vividas.
Demoradamente.
Como o amor.
E o beijo.

Palavras precisam ser vividas.
Demoradamente.
Como o amor.
E o beijo.
“Nós, os de então, já não somos os mesmos.”
(Pablo Neruda)
Hoje, por acaso, embora acredite que tudo nessa vida tem uma razão e um porquê, buscando um texto para fazer uma prova de Língua Portuguesa, encontrei o livro “A linguagem dos sentimentos”, de David Viscott. Foi amor à primeira frase.
“Nossos sentimentos são nosso sexto sentido”. Os sentimentos são a verdade”. “Os sentimentos são a maneira como nos percebemos.” Achei o fragmento que se encaixava ao meu propósito e, mais do que isso, não consegui parar de ler o livro que, acredito, todos deveriam ler.
Quantas vezes ignoramos o que sentimentos? Quantas vezes nem sabemos o que sentimos? Quantas vezes acreditamos que dar vazão aos nossos sentimentos é demonstrar fragilidade e perder o controle de nós mesmos? Na verdade é justamente o contrário. Sentir - e conhecer o que sentimos - é um caminho para o autconhecimento e, nos conhecndo, estamos nos tornando pessoas melhores do que somos.
“Se você não efetuar um autêntico mergulho em seus sentimentos, você não estará vivendo no mundo real.” Não sei você, mas eu decidi, e faz tempo, que não quero uma vida inventada.
Quando pequena eu escrevia poesias. Escrevia sobre tudo em versos. Depois, ia orgulhosa ler para minha avó enquanto ela mexia e remexia as panelas na cozinha. Tenho nítida essa imagem. Ela dizendo que minhas palavrasque eram lindas, que eu era inteligente, sensível, e mais um monte de coisas que uma avó zelosa diz à sua netinha. Eu ficava orgulhosa de mim mesmo. Além dela, eu tinha mais fãs. Meus amiguinhos gostavam das minhas linhas e os professores liam em voz alta na sala. Fui crescendo, crescendo…e passei a ler poesias, ao invés de escrever. Tanta coisa linda! Tantos versos bonitos, impressionantes, impactantes, singelos, simples…ah, eu não sei o que seria dessa vida se não fossem os poetas!
Olhe bem para cada caminho…
Experimente-o quantas vezes achar necessário…
Depois, pergunte-se:
Esse caminho tem coração?
Se não tiver não presta.
Ambos os caminhos não conduzem a parte alguma,
Mas um tem coração e o outro não.
Castaneda (1973), através das palavras do bruxo Don Juan
Estava eu lendo sobre Dinâmica de Grupos quando me deparei com este trecho que a-do-rei, mas o que me impressionou mesmo foi saber pouco, ou quase nada, de Castaneda. Fui ao google, claro. E descobri que há suspeitas de que ele nasceu no Brasil, olha como são as coisas…um brasileiro influenciou os hippies. Essa vida é mesmo surpreendente. Depois que acabar de ler o tanto de coisa que tenho lido - desde revistas espíritas a livros de filosofia - eu vou querer saber qual é a desse Don Juan (que linguajar é esse, meu pai?!). Tenho que ir a um sebo urgente! Sei que hoje em dia muita gente não se envergonha de nada, mas eu, me envergonho até de não ter lido de tudo - mesmo sabendo que ler tudo é mesmo impossível. Cada um com seu cada qual, não é mesno?