• 22ago

    “Te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez.”

    Caio Fernando Abreu

  • 15ago

    Eu sempre soube que escreveria um livro. Desde pequena tinha amor pelas palavras. Lia de tudo. E, me achando, passei a escrever. Poemas, cartas, contos, crônicas. Na época de escola minhas redações eram nota 10 e os professores liam em voz alta o que eu escrevia. Era um misto de orgulho e vergonha que, até hoje, não sei bem explicar. Cresci. Cresci sabendo que escrevia um livro - ainda que não soubesse sobre o que. Cresci sabendo que teria um filho. Um menino. E, crescida, eu vejo que a Xuxa, com sua psicologia barata de autoajuda tinha razão: querer é poder. Quando a gente quer muito, ainda que não saiba como, a gente consegue. A vida se encarrega de fazer com que nossas escolhas nos levem ao lugar que desejamos. Faz com que as pessoas certas surjam em nossas vidas e, mais do que isso, faz com que a gente permita que permaneçam nela. No dia do lançamento do “Mulé é um Bicho Burro Mermo” eu pensei em muitas coisas. Era mais do que um livro. Mais do que autógrafos. Mais do que fotos. Era a materialização não só de um projeto, mas da amizade de quatro mulheres, tão diferentes, que estão juntas há muitos anos. Na alegria e na tristeza. Na saúde e na doença. Como num casamento. Casadas com um site, casadas com o humor e “casadas” umas com as outras. Por falar em humor, eu não imaginava que fosse tão bem-humorada antes de fazer parte do Mulé Burra. Afinal, sempre fui tão séria e reservada…e minhas amigas fizeram com que eu enxergasse que bom humor não é um estado de espírito, é um estilo de vida. Eu não fiz o livro sozinha, não fiz um filho sozinha e, mesmo que plante uma árvore sozinha um dia, vou precisar de alguém para regá-la quando eu não estiver. E sabe por que? Por que nessa vida é mesmo impossível ser feliz sozinho. E para materializar nossos sonhos precisamos nos cercar de pessoas que acreditem neles. Tanto quanto nós.

  • 19jul

    O Mulé é um Bicho Burro Mermo virou livro!

    O lançamento será no dia 08 de agosto de 2009, às 16h, na Siciliano do Plaza Shopping, em Niterói.

    Estão todos convidados.

    (Agora só só falta eu plantar uma árvore!)

  • 02jul

    “Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.”

    (Clarice lispector)

  • 27mai

    Sou formada em Letras e Pós Graduada em Leitura e Produção de Textos, isso deveria me ajudar a entender essa Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa, mas não. Eu não consigo compreender uma porção de coisas. O trema já deveria ter ido para o espaço faz tempo, o k, y e w deveriam mesmo ser incorporados ao alfabeto já que o que não falta é nome americanizado Brasil afora e voo, ideia, leem, ficam mesmo bem mais bonitos sem acento. Eu achei.

    Agora, me diz: quem teve a maldita ideia (sem acento, né?) de tirar o acento diferencial do para? Não tem lógica. Outro dia perdi um tempo enorme tentando entender uma manchete de jornal. Desisti. E só entendi depois que comecei a ler a matéria. Eu me senti tão burra, coitada de mim. Uma humilhação. Eu que li Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco, Machado de Assis, Carlos Drumond…não consegui ler uma manchete de jornal. 

    Tenho lido bastante sobre o assunto, sabe. Eu, letrada, tenho que estar, ao menos, por dentro do assunto que virou crônica de jornais e revistas, discussões e já está presente até nas revistas fúteis que eu leio. A Nova, a Marie Clair, a Cláudia, todas já utilizam o novo acordo. Olha que chique. Só que eu nem sei mais onde devo pôr um hífen. De tudo que inventaram - para vender mais gramáticas e diconários, talvez - o hífen tem sido a parte mais difícil. Como vou me adaptar ao micro-ondas com hífen? 

    A verdade é que tenho substituído palavras, recorrendo ao dicionário de sinônimos e resistindo às mudanças. Só que eu não posso mais. Preciso aceitar que a língua que aprendi, mudou. Como tudo nessa vida, ela também muda. O tempo todo, sempre, toda hora. Quem usava o trema, afinal? Eu já tinha extinto faz tempo. E muita gente nem sabia que ele existiu.

    Esse acordo está longe, bem longe de estar perfeito e eu não estou gostando nada de ter que repensar cada palavra que escrevo, mas se tudo tem seu lado bom, acho que, neste caso, repensar é um deles, porque nossa Língua é nossa identidade. E, precisamos, sim, estar ao lado dela. Assim como precisamos repensar udo,  a todo momento, sempre.

    Afinal, a vida não para.