Gostaria de saber explicar, mas eu não sei exatamente o que sinto. Medo? Ansiedade? Raiva? Meu coração está pequenininho e eu não sei como fazê-lo voltar ao normal. Tentei conversar com ele. Pedi para que não se preocupasse demais. Falei que ele é dramático. Mas é assim o jeito que ele tem de sentir: mergulhar. mergulha até o fundo do poço, sofre, chora, não come, não dorme. Sua tristeza é infinita enquanto dure e não há nada que o faça mudar, até que passe. Não sabe ser mais ou menos. Embora tente insistentemente. Agora, submerso em sua dor que, embora saiba de onde vem, não sabe se está afogado em suposições vazias, está sofrendo. E não para de pensar. Não só no que aconteceu, mas sobretudo, em como vai ser daqui para a frente.
-
28set
Categoria: Ataque de nervos Comentário: 0
-
24set
Categoria: Só de for a dois Comentário: 1
Lembro do colo do meu avô. Da minha avó mandando eu colocar meia para brincar. Das viagens de carro com a família. Dos desenhos do Pinóquio que quase me matavam de tanto chorar. Das idas à Friburgo e daquelas charretes que ficavam na pracinha. Das festas na casa da vizinha. Do futebol que jogava com os meninos. Da primeira revista em quadrinhos que li. Do jogo da verdade. Da galinha choca. Da festa de 15 anos. De todos os casamentos em que fui madrinha. Do nascimento do meu filho. Da turma de escola. Dos forrós na faculdade. Do meu deslumbramento ao pisar na Europa. Da minha formatura. Dos meus 30 anos. Do dia em que o vi pela primeira vez. Do dia em que saímos. Do dia em que nos beijamos. Da nossa primeira viagem. Estão guardados em minha memória todos os momentos felizes que constituem a minha história. Mas saudade, saudade mesmo, eu não tenho de nenhum dia já vivido. Eles me fizeram ser o que sou. E sou melhor agora. Sinto saudade do beijo ainda não beijado. Do presente não recebido. Da festa que ainda irei. Das surpresas que terei. Das comemorações que farei. Quando eu afirmo “Estou com saudades”, eu juro, não estou com saudade dos dias que vivemos juntos - mesmo os que foram ótimos. Estou com saudade do banho que ainda não tomamos. Da gargalhada que não demos. Das delícias que não comemos. Das viagens que não fizemos. Das músicas que não ouvimos. Dos passos que não dançamos. Pode parecer muita loucura, mas minha saudade está no amanhã. E hoje, eu não vejo mais o meu amanhã sem você.
-
23set
Categoria: Ataque de nervos Comentário: 1
Eu procuro não me importar com coisas pequenas, mas, como não sou perfeita, são justamente as pequenas coisas que mais me interessam. Escrever, por exemplo, TODO MUNDO consegue. Se quiser. Se pensar. Se insistir. Se tiver paciência. E, muitas vezes, se tiver o que dizer. Ou um porquê que justifique dizer. TODO MUNDO consegue. Escrever é fácil. E é isso que me dá mais ÓDIO. Se é fácil, se todo mundo consegue, se todo mundo é capaz… POR QUE algumas pessoas se apropriam das (pobres) palavras que escrevo e as utilizam como se fossem delas? Baixa estima? Preguiça? No mínimo, desrespeito, porque, convenhamos, copiar as palavras dos outros e, usar como se fossem suas, não é direito.
(Sim, estou revoltada)
(E envergonhada. Pela pessoa que sente-se incapaz de criar frases próprias)
-
20set
Categoria: Só de for a dois Comentário: 1
Eu não gosto de lixo, mas não ligo para luxo. Quer dizer, luxo para mim nada tem a ver com festa exclusiva, suíte presidencial, viagem em primeira classe, jantar às luz de velas, lista vip. Eu gosto de coisas simples. Pés descalços. Pôr do sol. Cheiro de terra molhada. Beijo roubado. Declarações de amor impensadas. Sobremesa antes do almoço. Dormir e acordar com quem eu gosto. Sonhar acordada. Fazer planos. A beleza das horas está naquilo que fazemos com elas.
-
02set
Categoria: O poeta está vivo Comentário: 1
Hoje, por acaso, embora acredite que tudo nessa vida tem uma razão e um porquê, buscando um texto para fazer uma prova de Língua Portuguesa, encontrei o livro “A linguagem dos sentimentos”, de David Viscott. Foi amor à primeira frase.
“Nossos sentimentos são nosso sexto sentido”. Os sentimentos são a verdade”. “Os sentimentos são a maneira como nos percebemos.” Achei o fragmento que se encaixava ao meu propósito e, mais do que isso, não consegui parar de ler o livro que, acredito, todos deveriam ler.
Quantas vezes ignoramos o que sentimentos? Quantas vezes nem sabemos o que sentimos? Quantas vezes acreditamos que dar vazão aos nossos sentimentos é demonstrar fragilidade e perder o controle de nós mesmos? Na verdade é justamente o contrário. Sentir - e conhecer o que sentimos - é um caminho para o autconhecimento e, nos conhecndo, estamos nos tornando pessoas melhores do que somos.
“Se você não efetuar um autêntico mergulho em seus sentimentos, você não estará vivendo no mundo real.” Não sei você, mas eu decidi, e faz tempo, que não quero uma vida inventada.
