• 27mai

    Sou formada em Letras e Pós Graduada em Leitura e Produção de Textos, isso deveria me ajudar a entender essa Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa, mas não. Eu não consigo compreender uma porção de coisas. O trema já deveria ter ido para o espaço faz tempo, o k, y e w deveriam mesmo ser incorporados ao alfabeto já que o que não falta é nome americanizado Brasil afora e voo, ideia, leem, ficam mesmo bem mais bonitos sem acento. Eu achei.

    Agora, me diz: quem teve a maldita ideia (sem acento, né?) de tirar o acento diferencial do para? Não tem lógica. Outro dia perdi um tempo enorme tentando entender uma manchete de jornal. Desisti. E só entendi depois que comecei a ler a matéria. Eu me senti tão burra, coitada de mim. Uma humilhação. Eu que li Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco, Machado de Assis, Carlos Drumond…não consegui ler uma manchete de jornal. 

    Tenho lido bastante sobre o assunto, sabe. Eu, letrada, tenho que estar, ao menos, por dentro do assunto que virou crônica de jornais e revistas, discussões e já está presente até nas revistas fúteis que eu leio. A Nova, a Marie Clair, a Cláudia, todas já utilizam o novo acordo. Olha que chique. Só que eu nem sei mais onde devo pôr um hífen. De tudo que inventaram - para vender mais gramáticas e diconários, talvez - o hífen tem sido a parte mais difícil. Como vou me adaptar ao micro-ondas com hífen? 

    A verdade é que tenho substituído palavras, recorrendo ao dicionário de sinônimos e resistindo às mudanças. Só que eu não posso mais. Preciso aceitar que a língua que aprendi, mudou. Como tudo nessa vida, ela também muda. O tempo todo, sempre, toda hora. Quem usava o trema, afinal? Eu já tinha extinto faz tempo. E muita gente nem sabia que ele existiu.

    Esse acordo está longe, bem longe de estar perfeito e eu não estou gostando nada de ter que repensar cada palavra que escrevo, mas se tudo tem seu lado bom, acho que, neste caso, repensar é um deles, porque nossa Língua é nossa identidade. E, precisamos, sim, estar ao lado dela. Assim como precisamos repensar udo,  a todo momento, sempre.

    Afinal, a vida não para. 

  • 25mai

    Não vejo televisão faz tempo, e nem sei explicar exatamente o porquê, mas ao ler que o Silvio Santos (logo ele?!) fez uma criança de 7 anos chorar no palco eu fiquei chocada. Ao do tempo as emissoras têm feito de tudo em nome da audiência: espetáculo de bundas em grupos de axé, silicone livro-dos-recordes, sushi servido em corpo de mulheres, sabonete na banheira, Et’s, Latininhos e tudo mais que a imaginação permite. É tudo tão baixo, tão vergonhoso, tão constransgedor, que fico feliz de não ligar mais a tv. Ao menos eu não tenho contribuído mais com esse circo dos horrorores no qual a televisão aberta se transformou.

  • 17mai

    É aquilo: eu não sei para quê serve e não faço idéia do que estou fazendo lá, mas bastou todo mundo fazer para a maria-vai-com-as-outras aqui aderir ao modismo também. Mais um brinquedinho. E brinquedo novo tem um problema seríssimo:  -a gente faz questão de usar toda hora, até descobrir pra quê serve e como funciona, para enjoar logo depois.  Portanto, estou no twitter também. Só não sei até quando.

    Beijos e boa semana à todos!

     

  • 12mai

    Quero me apaixonar.