• 28set

    Lembro que na infância meu pai comprava sacos de 1kg de serenata de amor e sonho de valsa, que eu e minha irmã comíamos inteirinho assistindo televisão. A gente cresceu, mas nossa paixão por chocolate continua enorme. Para falar a verdade, eu só percebo o quanto é grande esse meu fascínio pela iguaria quando meus amigos chegam de viagem. Não há um que não traga, de presente, uma caixa de bombons. Bélgica. França. Itália, Argentina. Não importa para onde vão, trazem de lá um bombonzinho, que saboreio com a mesma alegria e entusiasmo que fazia na infância. E eles trazem chocolate, porque sabem que nada me deixaria mais feliz. Lembraram de mim. Pensaram em mim. E compraram bombons. Hoje mesmo, uma amiga trouxe bombons. De capuaçu, castanha e tantas outras coisas exóticas. Ela mora em Manaus. A paixão por chocolate segue assim. Interestadual. Nacional. Internacional. Como a certeza de que a vida pode ser tão doce - e exótica - quanto um bombom. Basta ter coragem de abrir. E saborear.

  • 24set

    Eu, passando anti-rugas enquanto conversava com o Lucas:

    - Ai, filho, li uma pesquisa dizendo que rir faz bem à pele e evita rugas.

    - Eu li que rir engorda!

    - Ih, então tenho que rir menos!

    - Aí vai ficar toda enrugada…

    Essas pesquisas dão um nó na minha cabeça.

    Melhor continuar usando anti-rugas.

    E voltar a malhar.

  • 22set

    Ontem foi um daqueles dias em que tudo parece dar errado. Mu amigo teve problemas e ligou deseperado, fui sair e o carro não pegou de jeito-maneira, liguei para uma amiga e ela estava no hospital e mais uma série de pequenas coisas que, juntas, parecem gigantes. Mas eu? Respirei, contei até 10, 100 ou 1000 e segui adiante. Tem horas que temos que abstrair, sabe? Para poder ir em frente. Foi uma boa escolha. Agora está tudo ótimo.

  • 13set

    Vale a pena assistir.
    Não pelo filme, que é sem pé nem cabeça. 
    Por Rodrigo Santoro
    Lindíssimo, ainda canta e toca piano.
    É de suspirar. 
    E fazer valer o ingresso.
  • 10set
    Eu gosto de músicas que um monte de gente não gosta. Sou considerada brega pelos meus amigos. Pelo meu filho também, que adora rock e tem mania de implicar com as dores de corno nacionais. Pagode, funk, sertanejo, forró, samba - mesmo branquela, sei sambar. Chamem de brega, de dor de corno, do que quiserem. Eu não me envergonho, porque não posso ter vergonha do que sou. E ouvir Roberto Carlos, Fábio Júnior, Fagner, Xitãozinho e Xororó, Roupa Nova, Revelação, Alcione e Zeca Pagodinho não pode ser um pecado tão imperdoável assim. Assumo. Assumo também que tenho um tombo por Lenine, Nando Reis e Paulinho Moska. Mas esses cantam música de “verdade”, né? Como se não houvesse, para todos os momentos da nossa vida, uma música que se encaixe per-fei-ta-men-te. Não sei a sua, mas a minha vida é feita de altos e baixos, muito e pouco, preto e branco, tristeza e alegria, brega e chique. Minha vida vai do funk a música erudita - acho que não expliquei, mas que todo mundo entendeu.

    Estou escutando Sou dela, imaginando que um dia alguém irá cantar pra mim!

    Update:
    Precisando de cuidados médicos. :´)