• 30ago

    Eu não tenho um melhor amigo e me orgulho disso. Fazem parte da minha vida amiga que conheci com um ano de idade, amigos que estudaram comigo no Jardim de infância, amigos desde a alfabetização, amigos que conheci na faculdade, amigos que conquistei no ambiente de trabalho, amigos-familiares, amigos-vizinhos.

    Impossível afirmar se eu os escolhi ou se fui escolhida por eles. Sei que conto com pessoas especiais para compartilhar crepe de palmito, dividir caipivodka de morango, beber redbull num sábado à noite, servir de co-piloto, trabalhar como manobrista, chupar pirulito na rave, viajar no carnaval, comer pizza num domingo sem graça, pegar sol num lindo dia de sol, assistir filme infantil.

    Pessoas especiais em momentos alegres, mas, principalmente, em situações adversas. Sempre têm um ombro amigo, palavras carinhosas e chocolate com amendoim quando o mundo parece perder o sentido. Pessoas que se calam quando preciso e puxam a orelha quando julgam necessário - porque elas podem.

    Não é fácil manter uma amizade ao longo dos anos, porque não é fácil conviver com mudanças geográficas, transformações pessoais, preocupações com a vida profissional e tantas outras alterações que acompanham a atribulada vida adulta, mas somos exemplo de que isto é possível.

  • 28ago

    Eu sei que é um defeito gravíssimo, mas não posso negar: eu me mordo de ciúme. Conto até dez mais de dez vezes. Respiro fundo. Ouço música clássica. Leio. Escrevo. Pinto. Ligo para uma amiga. Como uma barra de chocolate. Canto. Danço. Vou dar uma volta. Mas a alma continua inquieta. Incomodada. Desassossegada. Dolorida.

     

    Algum remédio para infantilidade desmedida?

  • 21ago

    # Recebi uma mensagem linda, simples, curta e inesperada. Fiquei horas tentando responder, mas não encontrei as palavras certas para retribuir. Estou relendo aquelas pequenas frases até agora, toda hora. Palavras têm poderes. Mágicos.

    # Relutei o quanto pude, mas não resisti: o meu fotolog foi deletado. Essa máxima de que uma imagem vale mais do que mil palavras não serve para mim.

    # Nada como dois novos pares de sapatos para amenizar os sintomas da TPM.

    # Voltei a malhar. Ginástica localizada, arte marcial e uma vontade imensa de ficar mais magra. Ajudaria bastante se eu conseguisse abandonar o Big Mac e a barra de chocolate , mas aí já é exigir muito de mim mesma.

    # Lucas já começou a pensar no presente que deseja no Dia das Crianças. Sinceramente? Eu queria ter tanto dinheiro quanto ele acha que eu tenho!

    # Adoro festas às segundas-feiras.

  • 08ago

    Deve existir algum político honesto, mas não acreditamos mais em nenhum. Deve existir algum policial correto, mas temos medo de viaturas e entramos em pânico quando somos abordados por uma blitz. Deve existir algum jornalista imparcial, mas sabemos que a maioria sonha em escrever para Veja ou apresentar Jornal Nacional. Deve existir advogado ético, mas vemos corruptos engravatados com códigos embaixo no braço. Deve existir pastor digno, mas sabemos que algumas igrejas vendem até lote no céu para extorquir humildes fiéis.

    Desconfiança é o mal da humanidade. Não sabemos mais em quem confiar. Não sabemos mais em que acreditar. Jornais denunciam. Canais de tv mostram. Revistas apresentam. Corrupção. Impunidade. Injustiça. Homens-bomba. Filhos que matam os pais. Pais que violentam as filhas. Mães que jogam bebês em rios. Irmãos que se matam por dinheiro.

    Nem todas as traições ganham capas de jornais. Nem todos os atos ilícitos ganham destaque na tv. Nem todo punhal cravado nas costas de alguém ganha destaque na Veja. Estão abaladas todas as relações humanas. Perdemos a ingenuidade. É melhor desconfiar do que se jogar de cabeça num poço fundo - e vazio.

    Estamos todos errados. Estressados. Desamparados. Disso sabemos. Mas é difícil agir diferente com mãos já calejadas, experiências frustadas e corações remendados. Acreditamos desacreditando. Vivemos com um pé atrás. Estamos sempre na defensiva. Somos espertos demais para sofrer e chorar outra vez. Funciona. Não choramos. Não nos decepcionamos. Não sofremos. Nem vivemos.

  • 04ago

    Eu adoro comprar presentes. Para mim e para os outros. Sendo que, por mais sensível que eu seja, não sei comprar algo que seja ?a cara da pessoa?. Compro presentes para os amigos como se fossem para mim. Foi assim ontem, quando cismei que um cd só não era o bastante para uma amiga que me acompanha nas micaretas e ouve minhas lamúrias. Mas comprar o que?. Somos diferentes demais. Eu sou salto fino, ela sandália rasteira. Eu sou blush e rímel, ela cara lavada. Eu sou Lindinha, ela Mulher Maravilha. Melhor comprar presente para o filho de uma amiga, que ainda não nasceu. Dúvidas de novo. Eu só gostava de azul. Meias. Shorts. Chupetas. Mamadeiras. Macacões. Só que ainda não sabemos se é menina ou menina. Nessa odisséia, entrei numa loja de brinquedos. Achei! Nada para o bebê. Um cachorrinho lindo de pelúcia, do qual não conseguia me separar. A minha cara. Tudo que eu precisava. Eu não sei presentear. Só compro para os outros algo que compraria para mim.