Então é carnaval. Todas as conversas giram em torno dos dias de folia. Em casa. No trabalho. Na mesa de bar. Na academia. No salão de beleza. Na casa dos amigos. Definitivamente, no Brasil, o ano só começa depois do Carnaval. E o Carnaval está aí. Volto na quarta-feira de cinzas.
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24fev
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23fev
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Como todo nerd que se preze, sou viciada em orkut. Mando mensagens para as amigas, participo das comunidades com fervor, marco encontros, coloco lembretes, bisbilhoto a vida alheia. E, naquela futilidade toda, eu adoro escrever depoimentos.
Gosto de escrever sobre as pessoas que fazem parte da minha vida, que foram ou são responsáveis por momentos importantes. E hoje resolvi escrever sobre um amigo querido, que conheço há anos.
Nunca foi tão difícil escrever sobre alguém. E ainda não ficou bom suficiente, por isso não publiquei. Foi de coração. Mas meu coração é mudo, não fala comigo e escolheu palavras insuficientes.
Aqui está:
O Rodrigo é uma pessoa rara. Conhece o verdadeiro valor de uma amizade, prima pela sinceridade e sabe amar com intensidade - seus amigos, sua família e seus amores.
É um menino travesso e um homem determinado. Dono de um lindo sorriso, é garantia de boas gargalhadas, uma conversa bastante inteligente e noitadas inesquecíveis, porque poucas pessoas neste mundo sabem se divertir tão bem quanto ele.
Solidário, já fez muitas aulas de ginástica comigo, evitando que eu deixasse a preguiça falar mais alto e abandonasse os exercícios pela metade. E, claro, virava o centro das atenções com sua simpatia.
Muitas vezes adotei, e ainda adoto, a postura de tia chata, como se eu fosse muito mais esperta e experiente. No entanto, nestes tantos anos de convivência, aprendi muito mais do que fui capaz de ensinar.
Não é exagero afirmar que eu o amo. E amarei sempre.
(Não fiquem com ciúmes, meninas!)
(Amigos são familiares que a vida escolheu)
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20fev
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Palavras e lágrimas não explicam.
(Mas ainda estou tentando entender.)
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15fev
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Não cessa essa vontade de você. Ela só aumenta ao invés de saciar. Não importa quantos tenham sido os beijos, os abraços, as carícias e as juras de amor. Também não importa se nos vimos a horas atrás, minutos ou segundos. Você não me cansa. Quanto mais eu te vejo, mais sinto desejo. Desejo de ouvir sua voz dizendo que me ama, me chamando de Magali, de dorminhoca e de desastrada. Desejo de beijar seu beijo. Desejo de sentir seu gosto. Desejo de experimentar sua comida. E ser sua sobremesa. Desejo você. Todas as horas do meu dia. Principalmente naquelas em que está ao meu lado. E em todas aquelas que sucedem a despedida. Vontade que não cessa. Vontade que não acaba. Estou viciada em você - e este vício faço questão de manter.
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13fev
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Uma das minhas melhores amigas foi morar em Manaus. Recebeu uma proposta de emprego que julgou interessante, aceitou, arrumou as malas e partiu, deixando para trás a família, os amigos e namorado.
Muitos pensam que somos primas e pertencemos à mesma família. Nunca fizemos questão de desfazer o mal entendido, afinal, nos conhecemos com um ano de idade. Já estudamos no mesmo colégio, fizemos juntas aulas de inglês e jazz.
Engraçado como o tempo passou rápido, como mudamos bastante e como a amizade sobreviveu a tantas mudanças. Mudanças geográficas, também, já que ela sempre foi nômade e já morou e vários lugares. Nenhum tão longe quanto Manaus, claro.
É verdade também que a tecnologia ajuda a encurtar distâncias. E, desde que ela se mudou, temos nos comunicado bastante por msn, orkut, telefone móvel e fixo. As cartas e cartões postais estão só na promessa, por enquanto.
Acontece que a tecnologia tem lá suas desvantagens. Não é possível enviar o bolo de chocolate que minha mãe faz, e ela adora, por sedex. As piadas chegam desacompanhas de gargalhadas intermináveis. A conversa através de olhares, que só uma amiga entende também é prejudicada.
Eu nem sei porque estou escrevendo tudo isso. Quer dizer, até sei. Ontem foi domingo e geralmente aos domingos ela estava lá em casa, ouvindo as histórias da minha mãe, contando casos, falando do romance, rindo de nós mesmas e nossas confusões existenciais.
Foi domingo e ela não veio. Ligou para dizer como estão as coisas, ouviu minhas histórias, falou de seus planos, mandou beijo para todo mundo e desligou, depois de meia hora de conversa. E tínhamos tanto para falar ainda!
(Tinha bolo de chocolate, e nem ofereci.)
