• 30jan

    Fim das férias escolares e o que vem pela frente? As aulas, claro. Mas antes das aulas, inicia-se a peregrinação pela compra do material escolar. Uma lista onde pedem papéis de todas as cores e de tipos que você nem conhecia. Lápis, borrachas, canetas, hidrocor, cadernos, blocos e milhares de outros itens.

    Tudo no plural. Pedem de tudo e em grande quantidade. A gente chega a duvidar se uma criança de 8 anos vai usar tudo aquilo durante o ano letivo, mas a lista está lá. Não há como fugir. Não há para onde correr. Em fevereiro começam as aulas e precisa estar tudo pronto.

    A maioria detesta. Eu adoro. Adoro papelaria. Ajudo a escolher os cadernos, aponto os lápis mais bonitos, as lapiseiras mais transadas, os apontadores diferentes, as borrachas coloridas. E ainda faço questão de levar tinta guache sobressalente para Lucas fazer obras de arte - com minha ajuda, claro.

    Aquela que sai de casa domingo para comprar mochila nova, porque se o ano é novo, a mochila velha deve ser aposentada. E de quebra, ainda manda o filho comprar a lancheira e o estojo, para combinar.

    Depois das compras ainda mando comer Mc Donald’s ao invés de almoçar.

    Eu não existo.

  • 25jan

    “Na batida de um coração

    Tem mistérios e emoção

    Ecoa no ar um canto de amor

    A academia do samba chegou”

    (Salgueiro - 2006)

    Fui levada à quadra do Salgueiro ano passado e algo despertou dentro de mim. Algo acontece quando ressoam os tamborins e a bateria começa a tocar. Eu não sei o que acontece, mas acontece. As pessoas se transformam, o ritmo invade a alma e a animação é instantânea.

    Mesmo não sendo ruim da cabeça nem doente do pé, nunca aprendi a sambar - e também nunca tentei. Torço para que a Portela seja campeão, tenho alguns cd’s de samba enredo e só. Mas ter ido ao Salgueiro despertou uma brasilidade que eu desconhecia.

    Tudo bem que continuo achando muita desvalorização do feminino as passistas com corpos esculturais, em roupas minúsculas, fazendo pose para câmeras fotográficas estrangeiras. Mas é carnaval, e carnaval dispensa discussões mais aprofundadas.

    Este contato com o mundo carnavalesco me levou a outros ensaios. Adorei, também, o da Grande Rio. O samba enredo, eu já esqueci. Já das pessoas, maioria bonitas, empolgadas ao som do batuque, é impossível e quero voltar. Será que ainda aprendo a sambar?

    **********

    Meu final de semana em Arraial do Cabo foi perfeito. Águas cristalinas e praias lindas. Muito sol. Muito mais do que minha pele quase transparente poderia suportar. Mas suportou. Com bloqueador. Sombra e água fresca.

  • 19jan

    Olhei para o lado, os olhos dele me olharam e já estava apaixonada. Vivemos uma história bonita e nosso caso foi infinito enquanto durou. Os anos se passaram, nossos olhos novamente se olharam e me apaixonei outra vez. Vivemos uma história de amor. Que seja infinito enquanto dure.

    Amor à primeira vista existe.

    Amor à segunda vista também.

  • 16jan

    Muito, muito, muito, muito trabalho.

    (Mas nunca gostei tanto de trabalhar como agora.)

  • 11jan

    Qual não foi minha surpresa quando abri minha caixa de e-mails e me deparei com uma mensagem do meu (ex?) professor do MBA, dizendo que gostaria de me orientar para fazer Mestrado. Por incrível que pareça, o e-mail chegou justamente num dia em que bateu aquela vontade enorme de estar em sala de aula, justamente no dia em que senti saudade daquela rede social e troca intelectual. Eu gosto dessa vida acadêmica. Eu gosto de educação escolarizada.

    Acho que isso foi um sinal…

    Acho que está na hora de começar outra vez.

    **********

    Lucas me chamou de velha no sábado e de gorda no domingo. Recomecei minha malhação, estou toda dolorida de tanto exercício que tenho feito, os happy hours acabaram, sinto remorso demais de comer um trakinas de chocolate e estou a base de pão e água (mais água do que pão, porque pão engorda). Mas para rejuvenescer eu faço o que?

    **********

    “Tudo que vai

    Deixa o gosto, deixa as fotos

    Quanto tempo faz

    Deixa os dedos, deixa a memória

    Eu nem me lembro mais”

    Ouvindo Capital Inicial o dia todo.