• 30nov

    - Bom dia, menina bonita!

    É assim que um lindo menino, de olhos arregalados e sorriso alegre, me cumprimenta todos os dias quando estou indo para o trabalho. Ele caminha de mãos dadas com a avó, mochila nas costas e uniforme escolar. Sua idade, não sei. Não passa de três anos. Seu nome, desconheço. Retribuo o sorriso, respondo o bom dia e sigo feliz. Com a alma leve. Cheia de mim. Criança é sincera, verdadeira. E se aquela criança linda, que não sabe meu nome gosta de mim, deve ter alguma razão. O menininho sabe que sou uma boa pessoa.

  • 23nov

    2005 se despede.

    Um ano novinho está por vir.

    Começar de novo.

    Recomeçar de novo.

     

    Às voltas com a organização da festa da empresa.

    (E festa dá trabalho.)

  • 17nov

    Eu posso viver sem muita coisa. Mas não posso viver sem palavras. Palavras escritas. Manuscritas. Impressas. Um livro, uma bula, um jornal, uma revista, um folder. Palavras minhas. Palavras dos outros. Palavras para mim. Palavras para ninguém. Palavras porcas. Palavras tortas. Palavras bonitas. Palavras chulas.

    Eu posso viver sem muita coisa.

    Mas não posso viver sem palavras.

    Comprei um novo caderno. Um lápis e canetinhas coloridas. Eu gosto de folha em branco. Folha por escrever. Eu gosto de folha escrita. Palavras colorem a vida. Distorcem a vida. Desmoronam razões. Desconstroem sonhos. Refazem desejos. Palavras. Todas as palavras. As feias. As bonitas. As alegres. As tristes.

    São minhas todas as palavras.

    (E hoje só quero as alegres e bonitas)

  • 16nov

    Eu menti quando você perguntou se estou bem. Minha cabeça dói, assim como minha garganta e todo o meu corpo. Não paro de espirrar e os olhos estão lacrimejando. Estou com frio. Não é só o corpo que está com gripe. Minha alma está dolorida também. Essa minha alma que tem muitos mais anos de vida do que tenho de idade. Essa minha alma já cansada e persistente. Menti para não te preocupar. Eu sei que você ainda se preocupa comigo. E com essa minha alma. Que você conhece. Que te conhece. Sem que a gente saiba entender bem o porquê.

  • 14nov

    “há há há há há

    mas eu tô rindo à toa

    não que a vida seja assim tão boa

    mas um sorriso ajuda a melhorar”

    Ana Márcia, o desânimo em pessoa, me ligou sábado à noite animadíssima para sair. Devia mesmo ser um programa irrecusável. E eu, claro, aceitei prontamente. Show do grupo Falamansa em Tanguá. Detalhe: eu nem sabia onde ficava Tanguá!

    BR 101. Buracos por toda parte e iluminação precária. O carro deu pane.

    Ficamos parados no meio do nada por alguns minutos, que pareciam uma eternidade. Ainda fui obrigada a ser coadjuvante de uma briga de casal, já que AM queria sair dali a todo custo e Rama insistia em descobrir o problema ali mesmo. Venceu o bom senso.

    Paramos em um posto, o problema foi resolvido e continuamos a viagem. Mas onde fica Tanguá? Leia as placas. Siga aquele carro. Melhor fazer o retorno. Daqui a pouco estamos na Região dos Lagos. É perto. É longe. Estamos chegando.

    Já passava de meia noite quando chegamos à “casa de show”. Na porta muitas pessoas, de todas as idades. Ao entrar nos deparamos com dois palcos. Não tinha entendido, até que um locutor (ou seria animador?) começou a chamar os freqüentadores para dançar ao som de funk, Kelly Key e Calypso. Detalhe: em troca ganhavam cerveja.

    O dito show começou depois das duas da manhã, mas não posso dizer como foi. Saímos antes de terminar, já que o som era altíssimo e não entendíamos uma palavra do que o Falamansa cantava.

    Eu sou uma pessoa de muita sorte.

    Na volta o carro quase bateu.

    *****

    Amanhã é feriado e feriado é dia de encontrar os amigos.

    Burraldas, tem vinho de novo! ;-)

    *****

    Tenham uma ótima semana.