• 29jun

    Faço rabiscos, desenhos corações, cubos e estrelas; escrevo meu nome, frases desconexas e poemas infantis. É assim o tempo todo, mesmo em meio a milhão de tarefas cotidianas e preocupações constantes. É assim para não pensar, é assim para ocupar o tempo, é assim para me acalmar.

    Eu me relaciono com cada um dos papéis que chegam em minhas mãos, eles recebem o meu nome, ganham uma assinatura ou são presenteados com um desenho qualquer. Não vivo sem papel e caneta, embora seja uma fervorosa defensora da tecnologia.

    Escrevo cartas, envio cartões postais, mando cartões em datas comemorativas, adoro aerograma, uso sedex. Tem coisa melhor do que receber algo manuscrito? Sou figurinha conhecida na Agência dos Correios, cliente antiga - que os funcionários sabem o nome e já vão logo perguntando pela família toda.

    Hoje, especialmente, deu uma vontade enorme de escrever algumas linhas, ir até a agência de correios e te enviar um pouco de mim em palavras tortas e letras garranchadas num envelope colorido. Como você me receberia?

    Update:

    Obrigada a todos aqueles que lembraram do meu aniversário (tudo bem, eu fiz questão de que não esquecessem). Adorei todos os torpedos, telefonemas, cartões, presentes e flores que recebi. Fiquei feliz de verdade.

    **********

    Eu sei que estou sumida e blog está às moscas.

    O mundo real está me ocupando demais!

  • 20jun

    Eu já devo ter dito aqui que uma amiga vai se casar. Só não disse ainda que esse clima de casa nova e itens para o lar, principalmente, estão me contagiando. Já comprei edredom, lençol, luva térmica, liquidificador, sanduicheira, geladeira, panos de prato.

    Comprei para mim. Para a minha casa (como se eu já tivesse saído da barra da saia da mamãe).Tirei os quadros que estavam no meu quarto, quero pinta-lo de zul e colocar persianas. Quero um quarto mais colorido e alegre ? um quarto assim, digamos, que combine mais comigo.

    É lógico que minha mãe está adorando essa minha fase de Amélia. É lógico que minha irmã psicóloga tem toda uma teoria para explicar este fenômeno repentino. Falem o que quiser, ser dona de casa por esporte tem feito muito bem.

    Update: dia 22 é meu aniversário. Os melhores nascem em junho! ;-)

  • 15jun

     

    Clique para entrar!

  • 14jun

    Aniversário de Lucas. Dia dos Namorados. Inferno Astral. Homens mais novos. Forró. Coca-Cola Vibe Zone. Babado Novo. Irmã. Academia. Torpedo. Paixão. Festa surpresa. Comemoração. Presente. Jantar à luz de velas. Salto alto. Reunião. Os incríveis. Karaokê. Futebol. Universidade Federal Fluminense. Casamento. Atraso. Cinema. Site. Churrasco. Beijo na boca. Martini. Vinho tinto. Chocolate. Biscoito trakinas. Pizza. Bolsa. Papel de carta. Perfume. Rosas vermelhas. Gerência. Treinamento. Convite. Maçã do amor. Mentiras. Verdades. Médico. Piloto. Gravidez. Ferro de passar roupa. Pub. Boate. Super poderosas. Velox. Sábado. Mulé Burra. Liquidificador. Verde claro. Fotolog. Boate. Viagem. Férias. Horário. Agenda. Caipirinha. Praia. Choppada. Vestido. Calça jeans. Esmalte vermelho. Depilação. Teste vocacional. Fotos. Reencontros. Café. Bolo de fubá. Sorvete de flocos. Caminhada. Niterói. Bandeirinhas. Escravo de Jó. Dinâmica de grupo. Bolinha de gude. Carrinhos. Molho madeira. Halls de cereja. Figurinhas. Bar. Restaurante. Certificados. Happy Hour. Entrevista. Documentos. Leis. Água sem gás. Cidade Negra. Terno. Saia Justa. Chuteira. Sandália. Cargos e Salários. Prazos. Cocada. Pé de moleque. Entrega. Bolo. Vela. Brinco.

    Minha cabeça está assim.

    Eu estou assim.

    Tudo ao mesmo tempo agora.

  • 06jun

    Olho as agendas da adolescência, já esquecidas numa caixa grande e amarelada. Dedicatórias, fotos, poesias que fiz para ninguém, embalagens, declarações de amor, códigos secretos. Me despeço folheando cada folha, rindo de frases desconexas, tentando decifrar códigos que criei.

    Não preciso de nenhuma daquelas folhas para relembrar cada momento do meu passado, para relembrar amigos queridos, paixões desfeitas, professores amados e odiados, aulas, provas e seminários. São folhas, apenas. Essas folhas dizem respeito a um momento que já passou.

    Um poema. Lindo poema, escrito pelo “Tio Rê”, um professor doido de educação artística, com cabelos compridos, calças rasgadas e idéias inovadoras. Subia na mesa, ensinava origamis. Despertava ira de pais conservadores e fascínio dos alunos.

    Uma foto. Aquele menino branquinho da foto não seria aquele rapaz com quem troquei beijos intermináveis numa festa? A vida dá voltas: estudamos a vida toda na mesma turma e nunca nos interessamos um pelo outro. Precisamos crescer, nos reencontrar anos depois para nos olhar com outros olhos - ou com os mesmos olhos de quando éramos crianças?

    Eu cresci, embora esteja quase do mesmo tamanho. A minha aparência mudou. A minha letra mudou. O meu corpo mudou. Mudaram também as minhas idéias e opiniões. Não sou mais aquela menina que fui um dia, embora seja muito mais menina do que mulher.

    Preciso ocupar o armário com novas quinquilharias velhas. Foi para isso que resolvi arrumá-lo e jogar tudo fora. No entanto, permanecem lá as agendas despencadas, folhas amareladas, cheiro de infância e gosto do primeiro beijo. Falta coragem.