• 18abr

    Se tem uma coisa que detesto é fazer papel de coitadinha, reclamar de tudo, chorar pelos cantos, fazer papel de vítima. Definitivamente, essa imagem de fraca e indefesa não combina comigo, por mais que eu não seja tão forte quanto (alguns) imaginam.

    Estou passando por um período muito conturbado, turbulento e difícil. Hoje torna-se impossível relatar os acontecimentos que perturbam minha mente, atravessam meu sono, incomodam minha alma. Eu não saberia descrever, eu não conseguiria explicar.

    Sou determinada. Os problemas (quem não tem?) não atrapalhem meus objetivos. Estou me dedicando a projetos pessoais e profissionais importantes, que me levam a deixar o mundo virtual em segundo plano.

    Eu volto. Eu sempre volto.
    Mas agora preciso colocar a minha vida em ordem.

    Um beijo e até breve.

  • 13abr

    Iria escrever sobre a minha filha Rosinha, uma jabuti linda, grande, nada lenta, que vive conosco há mais de quinze anos, quando lembrei que a minha irmã nunca gostou de animais. Desde pequena. Fui eu quem escolhi o nome de todos os cachorros que tivemos, porque era eu quem chorava dias intermináveis tentando convencer meus pais a adota-los.

    Sempre gostei de cheiro de terra molhada, de rosas brancas e vermelhas, de plantar e colher, de animais e bonecas. Ao ser apresentada ao fantástico mundo das palavras, apaixonei-me por poesia. E sou viciada em Mário Quintana, Carlos Drummond e Fernando Pessoa até hoje. Minha irmã nunca foi uma leitora voraz. Sempre teve habilidade com jogos eletrônicos, gostava de andar de bicicleta e patins, e preferia jogos a bonecas - que também tinha aos montes.

    Somos diferentes. Muito diferentes. E nossas diferenças sempre foram objeto de discussão e aprendizado, porque o certo e o errado não existem. Não existe verdade absoluta. Já discutimos muitas vezes, mas nunca nos agredimos fisicamente, porque, como eu, ela acredita que só utilizamos a força física quando os argumentos foram extintos. E somos inteligentes o bastante para discutir no campo das idéias.

    Conquistamos a amizade uma da outra, por uma razão muito simples: nos respeitamos. Nosso relacionamento seria muito mais fácil se gostássemos das mesmas coisas, se concordássemos sempre uma com a outra. Mas as diferenças nos tornam melhores, nos fazem crescer e aprender. Todos os dias.

    Hoje tenho a felicidade de conviver com uma irmã adorável, que amo muito, admiro demais e respeito imensamente. Com quem sempre me entendi muito bem. Dividimos o quarto durante muitos anos e dividimos a vida até hoje. Ela é a madrinha do meu filho, minha amiga e às vezes conselheira.

    Isso prova que diferenças não são barreiras intransponíveis. São oportunidades de crescimento e descoberta - nos redescobrimos, sim, quando nos confrontamos.

  • 08abr

    Eu sei que é difícil não olhar para trás, não responsabilizar os outros pelos próprios fracassos e nos aceitar como somos, mas tenho a impressão de que o mundo seria mais feliz se todos dessem aos seus problemas a real dimensão que possuem.

    Somos responsáveis não só pelo que fazemos, mas pelo que deixamos de fazer, somos donos de nossas vontades, mandamos em nossos desejos e somos capazes de mudar o rumo de nossas histórias. É preciso olhar para frente e seguir adiante, por mais difícil que isso possa parecer.

    Nunca fiz questão de entender as pessoas, até porque, eu sou uma incognita para mim mesma. Mas hoje, só hoje, eu gostaria de entendê-las e gostaria que entendessem que viver não é tão perigoso e complicado quanto parece. Somos o que queremos ser.

    É, não estou bem. Mas vou ficar:

    E eu vou esquecer de tudo
    As dores do mundo
    Não quero saber quem fui mas de quem sou
    E vou esquecer de tudo
    As dores do mundo
    Só quero saber do seu
    do nosso amor

    Para terminar, meu final de semana começou ontem, com mesa de bar, guerra de bolinha de papel, cerveja, pepsi twister, gargalhadas intermináveis e volta ao passado. Hoje tem choppada. Ai, ai, ai…tudo isso porque ainda não terminei a monografia.

  • 05abr

    Confesso que, apesar de tanta convivência, eu estava muito ansiosa no sábado, dia de receber a “panelinha” que estudou comigo na faculdade, para um almoço aqui em casa. Elas já estiveram aqui outras vezes, conhecem minha casa, meus pais, meu filho, meus bichinhos de estimação. Me conhecem mais do que eu mesma. Mas é sempre tão difícil reunir o quarteto!

    Resolvi fazer o almoço, receita da mãe da Léribi. Esperava estar com tudo pronto quando as ilustres visitas chegassem, mas Vanessa é pontual e tocou a campanhia enquanto eu estava cuidando de panelas e temperos. Fiquei nervosa e chamei minha assistente, a mamãe.

    A conversa começou e terminou na cozinha, de onde não saímos até a hora em que foram embora. Primeiro, porque cada um chegou e almoçou em um horário (isso que dar ter intimidade com as pessoas!) Segundo, porque as sobremesas que a Dani e a minha mãe fizeram estavam uma delícia.

    O quarteto continuou desfalcado: a Tamara não pôde comparecer. Presença “substituída” pelo marido da Vanessa. Aliás, só conseguimos nos reunir em casamento. Estou começando a achar que uma de nós precisa casar (não eu, me tirem dessa!),

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    Muitas coisas aconteceram neste fim de semana, coisas boas e ruins - prefiro não comentar as ruins, pouco tempo para descrever as boas. Estou estudando demais ultimamente e, quanto mais eu estudo, mais longe parece estar o fim da monografia! Torçam por mim.