• 29mar

    Dia desses minha mãe afirmou que não saberia me definir. Sou mesmo indecifrável, conclui depois. Minha pluralidade me assusta e me surpreende. Não essa pluralidade superficial de gostar de vários ritmos, gostar do preto e do branco, do mar e da montanha, de ser mãe e mulher.

    Eu sou muito mais do que sou. Sou o que acho que sou, o que você acha que eu sou e o que de fato sou. Estou vivendo um período de mudanças muito significativo, de eus ora em crise ora em harmonia. Período de planos e projetos, questionamentos e instropecção.

    É momento de agir, mais do que sonhar.
    (E os astros estão a favor, segundo o Mapa Astral que ganhei de presente hoje.)

    Fiquei encantada, admirada e estarrecida. Nunca me descreveram tão bem como naquelas tantas folhas com combinações astrológicas. Ainda não tive tempo de agradecer o presente que, de certa forma, massageou o meu ego e me fez despertar para o que às vezes tento esquecer.

  • 23mar

    Queria que entendesse, sem que precisasse explicar:
    Eu só quero que você me queira.

    Up date:

    “Aquele peso em mim - meu coração.”
    Fernando Pessoa
  • 21mar

    Eu tenho uma vida bastante atribulada, como a maioria das pessoas hoje em dia. Estudar, trabalhar, ir para a academia, cuidar de filho. Gosto de ver gente e conhecer pessoas novas, mas devo confessar que um dos momentos mais felizes desse final de semana foi conversar por msn com a Vanessa e perceber que, por mais que o tempo passe e a distância nos separe, continuamos amigas como antes.

    Éramos quatro: Eu, Dani, Vanessa e Tamara. Combinávamos as matérias que iríamos fazer, para fazermos juntas e juntas fazíamos todos os trabalhos e seminários. Às vezes íamos para a UERJ e não íamos para a aula. Era bom conversar na escada, ficar na cantina ou na adega, em frente a faculdade, freqüentar as festas - tinha festa toda semana.

    A Vanessa era a nossa mãezona, a mais séria, a que nos pedia comprometimento e cobrava que estudássemos. Talvez por isso mesmo já namorava sério e casou logo (ou era séria porque já namorava e pensava em casar, não sei). Sei que as sem namorado, que continuam solteiras até hoje, foram madrinhas do casamento. E o tempo passou…

    Meu fim de semana foi assim: cheio de boas surpresas. Almoço com os amigos, mesa de bar sábado à noite, poesia, sorvete no calçadão da praia, reencontro virtual e cinema com Lucas, um dos meus programas preferidos. A gente se entende. Conversa, ri, fala mal dos outros, come sem parar e discute o filme após a sessão, eu não sei se sou infantil demais para os 25 anos que tenho ou se ele é muito amadurecido para os 7anos que tem. Pouco importa!

    Desejo à todos uma semana assim, cheia de surpresas (boas, claro!).

  • 16mar

    Tem dias em que me pego pensando em você desde a hora em que acordo até a hora de dormir. Vivemos tanta coisa em tão pouco tempo! Teríamos vivido muito mais se a morte não existisse.

    Quantos bombons já teríamos consumido? Quantas caminhadas na praia já teríamos feito? Quantas vezes teríamos bebido juntos aquele vinho tinto? Quantas declarações teríamos feito um para o outro? Quantos sanduíches naturais você já teria preparado para mim?

    Hoje entendo sua pressa. O desespero para encontrar “a mulher certa”, ter filhos e morar no Leblon. Como era engraçado ver você planejar sua vida! Ri tantas vezes de suas grandes paixões que não duravam mais de um mês, ri também dos nomes que escolheu para os seus filhos e da sua cara de felicidade por ter escolhido o apartamento em que os veria crescer. Hoje entendo sua pressa: eu, como todos os nossos amigos, tinha todo o tempo do mundo - você não.

    Procuro pelos cartões que você me escreveu, lembra deles? Não os encontro, embora os procure por toda a parte. Ouço Cássia Eller, Caetano - e choro. Abro o Euclídes da Cunha, presente seu, que nunca li. Ouço ainda a sua voz. Vejo seu rosto. E sua tatuagem. Nem deu tempo de aprender capoeira! Nem de irmos juntos a Portugal, Minas Gerais e Salvador.

    Nos dias em que sinto saudades, tenho vontade de acreditar que existe outra vida além desta, que você está por perto e que iremos nos encontrar algum dia. Por que meu ceticismo não permite?

    (*) Texto do dia 24 de julho de 2004, publicado no blog À Flor da Pele, onde escrevia.

  • 14mar

    As burraldas reuniram-se no sábado, para uma Reunião Extraordinária. Tem coisa melhor do que encontrar os amigos, dar muitas gargalhadas, comer no Mac Donald’s e fazer pose para fotos? Tem. Rir de Dani reclamando do calor (realmente infernal!), da Ana Márcia tentando convencer alguém a tirar uma foto nossa e da Lina, a síndica, querendo colocar ordem na conversa.

    Além de rever os amigos, sábado também é dia de estudo (o MBA não dá trégua!), festa infantil com Lucas, salão de beleza para pintar as unhas de vermelho. É dia de presentear a nós mesmos e, por essa razão, comprei uma Menina Super Poderosa para mim. Me acho parecida com a Lindinha, dá licença?

    Para mim, final de semana serve para qualquer coisa, desde que não seja descansar e, por isso mesmo, fizemos um churrasco domingo. Os meus amigos, com quem passei o Carnaval, mais os amigos de Lucas, “anjinhos” que caíram do céu - piscina, conversa fiada, música e, claro, muita comida!

    Assistir Fantástico e Big Brother? Prefiro sair de casa, dar uma volta no calçadão, saborear sorvete de chocolate e passas ao rum. A melhor maneira de recarregar energias é apreciar as coisas simples da vida e nos cercar de pessoas queridas.

    Para terminar, Censura Zero em fotos! ;-)