• 28fev

    “Eu sei que você não acredita, mas trouxe para você”, disse minha amiga de trabalho ao me entregar uma fitinha de Nossa Senhora Aparecida. Não sou religiosa - dessas que vão à missa, tem santos de devoção e andam com a bíblia embaixo do braço. Religião e religiosidade são coisas diferentes, embora a sociedade insista em pensar o contrário.

    A fitinha trouxe muitas lembranças, justamente numa fase em que meu saudosismo está à flor da pele, como típica canceriana que sou. Já visitei Aparecida do Norte com meus pais, quando criança e fiquei feliz por ter sido lembrada, enquanto ela passeava com sua família.

    Um sentimento de alívio também invadiu-me: em algum lugar, rezam por nós. Enquanto escrevo, milhares de pessoas, independente de suas crenças, estão pedindo por um mundo melhor, mesmo que outras tantas como eu não saibam ainda em que acreditar.

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    Bem no Fundo

    No fundo, no fundo,
    bem lá no fundo,
    a gente gostaria
    de ver nossos problemas
    resolvidos por decreto

    a partir desta data,
    aquela mágoa sem remédio
    é considerada nula
    e sobre ela - silêncio perpétuo

    extinto por lei todo o remorso,
    maldito seja que olhas pra trás,
    lá pra trás não há nada,
    e nada mais

    mas problemas não se resolvem,
    problemas têm família grande,
    e aos domingos saem todos a passear o problema,
    sua senhora e outros pequenos probleminhas.

    Paulo Leminski

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    O Censura Zero continua!

  • 25fev

    Chegar em casa às 5h da manhã e estar no trabalho às 8h não é fácil, mas não podia deixar de participar da festa de formatura de uma das minhas melhores amigas. Aliás, festa impecável, num belíssimo salão de festas, muita gente bonita, drinks de todos os tipos, muita música, velhos e novos amigos.

    Minha mãe ficou emocionada ao ver o convite de formatura: “lembrei de vocês na varanda, chorando porque não conseguiam fazer a maquete para a Feira de Ciências, lembra?”. Como eu poderia esquecer dos tempos de colégio? Da alfabetização a oitava série, tempo em que éramos da mesma turma no colégio, estudos em grupo que acabavam sempre em festa e desperdiçávamos muito tempo inventando formas de colar, ao invés de estudar.

    Muitas descobertas (talvez as mais importantes de nossas vidas) aconteceram neste período: a primeira menstruação, o primeiro beijo, o primeiro namorado e, claro, as primeiras decepções. Éramos confidentes e cúmplices, dessas que ensaiam o que dizer para a mãe uma da outra em uma emergência qualquer.

    Ficaram para trás as chatas aulas de Matemática e a insuportável Educação Física, da qual fugíamos toda semana, estamos formadas. Daqueles tempos de colégio, restou apenas o valor de uma amizade verdadeira ? que não se perde, mesmo distante; que não acaba, por mais que os anos tenham passado.

    Esta comemoração em plena quinta-feira me deixou sem dormir e hoje estou cansada, mas ter ido à festa me deixou muito feliz: primeiro, porque acredito que devemos festejar cada uma de nossas conquistas; segundo, porque estar presente neste momento tão importante é a certeza de que teremos muito mais o que comemorar juntas.

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    Meus amigos estão casando, tendo filhos, se formando, repensando seu valores. Estou começando a achar que 2005 ainda não tinha começado para eles (e quando será que começará para mim?). Todos estão passando por um período de mudanças bruscas. Desculpe se pareço repetitiva ao mencioná-los tantas vezes, mas desconfio que muitas outras estão por vir, porque amizade é coisa séria.

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    Não esqueçam: Censura Zero em fotos!

  • 23fev

    Somos amigas desde um ano de idade. Amigas de brincar de Barbie no quintal, amigas de escola, amigas de aulinhas de inglês, amigas de festa americana, amigas de confidências, amigas de churrasco, amigas de noitada.

    Ontem, ao me convidar para conhecer a nova casa em que está morando com o marido, lembrei do que todos os dias faço questão de esquecer: nós crescemos. O tempo passou, sem que pudéssemos segurá-lo por entre os dedos e deixamos de ser meninas. Somos mulheres.

    Diferente do que acontecia na infância, não podemos largar tudo, sair chorando e pedir que os pais resolvam os problemas por nós. Hoje nossos pais também estão frágeis e precisam de nós. Hoje já somos pais e nossos filhos precisam de nós.

    Fiquei perplexa ao constatar que somos tão parecidas com o que fomos e tão diferentes do que fomos. Crescemos, mas não mudamos. Ou mudamos tanto que nem sequer percebemos.

    Torcemos uma pela outra, guardamos segredos, rimos de nós mesmas, como fazíamos quando éramos crianças e brincávamos juntas. Algo tão difícil de explicar, mas que compreendi com tanta clareza ontem, depois daquele telefonema.

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    (*) Esta frase é a quem me deu esse presente. ;-)

  • 21fev

    Xuxa
    Luana Piovani
    Sheila Melo
    Vera Fischer
    Angélica
    Carla Perez
    Kelly Key

    Cansei!

    Se pintar meus cabelos de preto,
    Serei chamada de Ana Paula Arósio nas ruas?

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    Não, não vou mudar a cor dos meus cabelos.
    Já fui ruiva e morena, mas minha alma é loira - só não sei até quando! ;-)

  • 17fev

    Hoje e meu primeiro dia de trabalho depois de muito sol, praia e água fresca. As férias acabaram. Já estava sentindo falta desta rotina agitada. Tudo é urgente, importante, para ontem. As horas são insuficientes, os desafios enormes.

    Ao chegar, a mesa estava cheia de papéis, o telefone não parou de tocar e centenas de e-mails invadiram o outloock. É gostoso saber que fizemos falta. É bom saber que sentiram nossa falta. Estava com tantas saudades!

    Estes dias longe do batente fizeram bem para a alma: estou mais magra, mais loura e mais jovem. Todos perceberam.

    Estou de volta! (Ao mundo virtual também)