Antânia
Antânia, As Burrices »
Vamos ver se coloco de forma que não haja mais dúvidas quanto a este assunto…
Quando acordo na TPM, a primeira coisa que penso é: TUDO está errado. E por “tudo” eu quero dizer o MUNDO, entende? Tipo, a crosta terrestre, a atmosfera, a hidrosfera e principalmente a biosfera, que me enviou como representante esse MALDITO BEM-TE-VI QUE ESTÁ GRITANDO NA PORRA DA MINHA JANELA!!!
Antânia, As Burrices »
Não houve nada. Festa, cerimônia, troca de alianças, assinatura de papéis, padrinhos, testemunhas, nada. Não houve sequer o cuidado de anotar a data da ruptura para futuramente contabilizar-se o tempo de jornada (isso inclusive ajuda em caso de separação e divisão dos bens). O que houve foi um corsa velho fazendo as vezes de Kombi à frete, levando toda a sorte de inutilidades, futilidades, roupas e, é claro, o pc.
Antânia, As Burrices »
O mundo começou com o pecado. Adão – o “THE man” (piloto da série) – conjuntamente com Eva (e a cobra, porque sem cobra fica difícil rolar um pecadinho), caíram em desgraça porque comeram a merenda antes do recreio. A imaginação judaico-(machista)-cristã coloca sempre a Eva como a desfrutável (praticamente uma cachorra de baile funk) que oferecia sua fruta a Adão incessantemente. Adão (pobrezinho…) um dia acabou comendo.
Antânia, As Burrices »
Calma. Eu explico:
Sabe aqueles caras que são acometidos de um mal chamado “saudade que dá de mês em mês”? Geralmente domingos cinzentos e frios? Pois bem. Eu preciso ser sincera e te dizer que esse cara só te liga quando está ABSOLUTAMENTE SOZINHO. Mas MUITO sozinho.
Antânia, As Burrices »
Colírio e eu éramos apenas colegas de trabalho numa empresa onde o ambiente era super descontraído. Falávamos da vida uns dos outros, saíamos todos juntos e tudo era motivo para gozação.
Antânia, As Burrices »
Patropi era ótimo! Divertido, fiel (faz um esforço, vai…), não gostava de futebol, bebia com moderação, era trabalhador (ou seja: pobre+honesto+limpinho) e me ligava ao final de todos os dias pra bater papo e desejar boa noite. Nem sempre falava coisa com coisa, mas ainda assim, ótimo!
Antânia, As Burrices »
É impressionante como, nós, burraldas, nos submetemos a toda a sorte de situações por amor (a um homem) e medo (de vivermos sozinhas). Temos medo do escuro, do inseguro, dos fantasmas de nossa voz. Nos acomodamos, cedemos além da conta, evitamos situações que possam levar ao fim, mesmo que pra isso seja necessária uma mordaça imaginária ou uma anestesia no coração.
Antânia, As Burrices »
Vamos fazer uma pesquisa rápida: quantas burraldas aqui já arrumaram uma quizumba por conta de scraps calorosos deixados no orkut de seus respectivos namorados/ficantes?? Em verdade vos digo: se Internet fosse o inferno das burraldas, o capeta seria o orkut.
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De tempos em tempos, o cosmos conspira (em seguida se arrepende) e as burraldas se encontram para tratarem de assuntos deveras importantes como mudanças no layout do site, no conteúdo, histórias que repercutiram etc.
Antânia, As Burrices »
Levando em conta a quantidade de experiências com o sexo oposto comparáveis a um tombo de um precipício (com direito a fumacinha lá embaixo e ainda um abutre pra arrancar nossos olhos antes de irmos pra Jesus)… acho muito natural que nós, burraldas, tenhamos reservas quanto a confiarmos nos machos da espécie. Trata-se praticamente de um instinto de sobrevivência (tá lá na teoria de Darwin, não tá não?).
Antânia, As Burrices »
Ciúme é medo de perder alguém ou alguma coisa. E todo mundo tem (a seguir provas científicas).
Todos conhecemos aquela teoria filosófico-transcendental entitulada “quem tem c*, tem medo”, correto? E todo mundo tem c*, salvo casos extremamente improváveis que eu nunca nem ouvi falar, mas por via das dúvidas… (todo mundo tá acompanhando o ranciocínio??). Agora, se ciúme é uma manifestação do medo, conclui-se que: ou você admite que tem ciúme ou admite que não tem c*. (Vai insistir que não é ciumento???)
Antânia, As Burrices »
Cientistas de Massachusets em incursões pelo Brasil comprovaram: quinze entre dez mulheres ouvem Ana Carolina. E esta proporção ainda aumenta quando consideramos apenas os períodos pós-pé-na-bunda.
Antânia, As Burrices »
Se tem um sonho que não povoou minhas noites de infãncia e adolescência foi o casamento. Tanto o casamento-cerimônia, quanto o casamento-instituição (aquele que começa quando acaba a lua-de-mel)



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