Má educação = cafa?
Dia desses estava eu aqui explodindo de tanto orgulho pelos elogios à educação da minha filha de 2 anos (ela é mesmo uma lady, cheia de, por favor, licença e obrigada). E conversando sobre isso com meu marido percebi que ela é assim porque nós somos assim e a tratamos da mesma forma. Tentamos também passar pra ela, tudo que achamos que nos faltou em termos de educação.
Então surgiu uma questão… O que transforma um menino lindo e “bem cuidado” em um Cafa???
E encontrei, em parte, uma explicação, pra mim, perfeitamente plausível. Eu acredito que o caráter nasce com a gente sim, mas ele pode ser moldado, né?
Então, baseada em tudo que vi e vivi, nas pessoas que conheci e na psicologia de boteco, arrisco dizer que o que cria um Cafa são má educação e sociedade, unidas à testosterona.
Partilhando da opinião de muitos, acho mesmo que a educação começa em casa. O que a criança aprende observando, ouvindo e testando limites. Tipo, como o pai trata a mãe e vice-versa, como ele mesmo é tratado por ambos, se as manhas e birras funcionam, e coisas do tipo.
Dito isso, consideremos os séculos de machismo impregnado, passado de pai pra filho. Como em alguns casos atuais que conheço, onde a esposa pede permissão ao marido pra qualquer coisa e o filho só observa, ou quando o moleque apanha do pai por ajudar a mãe na cozinha, ou a outra esposa que apanha porque não lavou a louça e não tem camisa no armário… É absurdo, eu sei, mas é real. Como uma criança absorve isso? O que é que ela aprende?
E aí entra a nossa amigona, a testosterona. Responsável pelo FDP querer colocar sua sementinha em tudoquantoéburaco e que, além disso, os deixa cada vez mais fortes, mais esbeltos e mais agressivos em vários aspectos.
(Sem contar o fator surpresa… que pode ser qualquer coisa na personalidade da pessoinha, sob a qual ninguém tem controle, às vezes, nem mesmo ele).
É claro que existem os Cafas patológicos, sem escrúpulo algum, que vão querer comer qualquer uma no banheiro, enquanto há um velório na sala.
Mas e esses, que tinham uma chance e foram mal instruídos. Mesmo que na essência, lá no fundo (mas bem lá no fundo) “esses meninos” tenham/tinham bom caráter. Que tipo de homens eles podem/poderiam ser? Que tipo de homens eles conseguiriam ser?
Eis a questão!
Depois de passar horas pensando nisso, acho que é melhor mesmo, eu continuar me preocupando em como educo minha filha. Mas peço encarecidamente, pelo bem da minha burraldinha (sim, já é burralda, não consegue desgrudar do primo que inferniza a vidinha dela) e das futuras burraldas, que as burraldas mãe se preocupem com o tipo de ser humano que estão criando (contando com o fator surpresa), porque Má educação = Cafa de plantão.
Pode ser egoísmo, mas EU QUERO um mundo melhor, de pessoas melhores, com relacionamentos melhores.
E torço mesmo pela felicidade do mundo… (talvez assim, aquela vizinha piranha pare de me incomodar cada madrugada com um carro diferente).

Bjo, meninas!
Participação da leitora Cris





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