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Uma longa jornada…

29 junho 2011 – 11:22 pm | Comentários desativados

Um blog bacana que nos fez orgulhosas por sua indicação no “bon” (quem lembra?). Um site independente com pouca ou nenhuma pretensão. Uma entrevista meio atropelada no programa de TV de maior renome do país. Um livro. Uma peça de teatro. Sete anos. Uma longa jornada, sem dúvida, sobretudo para quem caminhou o tempo todo com ferraduras de salto agulha.

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Novela mexicana

Enviado por em 1 junho 2011 – 2:00 pmSem comentários

Conheci o Fulano através da Amiga, que trouxe ele aqui em casa em um dia comum em que eu nem tinha penteado o cabelo direito. Socorro, né! Fiquei apaixonadinha e tivemos um rolo instável durante um tempão. Estava namorando um rapazinho (que entra mudo e sai calado na história, porque não fez muita diferença no final das contas, tadinho) e o Fulano namorava a Amiga (aquela mesma, que trouxe ele aqui no meu bad hair day) quando perdi a virgindade com ele (merecia o prêmio de Burra do ano, mas beleza). Combinamos de terminar nosso namoros e ficarmos juntos. Terminei com o namoradinho, ficamos juntos e descobri, através da própria Amiga, que três dias depois do nosso “momento especial” ele fez uma reprise com ela. Pois é. Imagina a cena: nós duas conversando sobre isso. Burras demais, vamucombiná.

Ele não sabia que eu sabia e terminei com ele sem dar motivos. Ele nem ligou.

Precisava de uma muleta e encontrei um cara na internet, com quem já tinha contato, de outro estado. Ele tinha uma namorada lá há anos e vivia uma vidinha chata, então saíamos da nossa rotina em nossas conversas durante umas 6 horas por dia. Meses depois a coisa perdeu o controle e ele veio para a minha cidade: foi ótimo. Tudo o que eu precisava. Até que ele (adivinha?) sumiu, né. Ele e a namorada passaram um mês fora e eu não ganhei nenhuma satisfaçãozinha. Fiquei arrasada, só para não perde o costume.

Aí comecei a reparar em um cara que trabalhava comigo. Parecia impossível, era casado (gente, é muita burrice!!!) e meu superior, mas aí as coisas foram acontecendo, ele separou, nós começamos a namorar, e agora estamos de casamento marcado, felizes e monguinhos, do jeito que tem que ser.

Esses dias encontrei o Fulano no ônibus e a gente sempre fica feliz quando percebe que foi ele que embarangou. Tá namorando a Amiga (agora ela merecia o prêmio de burra do ano) desde aquela época. E é nessas horas que a gente agradece por ter caído na real. Ainda bem que ele foi MUITO cretino, senão estaríamos naquelas até hoje, porque quando a gente tá burra, a gente precisa de MUITA provocação para acordar.

Enfim, não sei se foi sorte ou se alguma burrice acaba resultando em algo certo, mas tô feliz por ter passado por tudo aquilo porque me preparou bastante para encarar a relação que tenho hoje.

Beijos, burraldas amigas. Vocês não estão sozinhas.

Participação da leitora “Anônima”

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