(in) diferente
Te procurei no fundo do meu âmago, sabe? Revi fotos, revivi situações, me cutuquei com vara curta. Fiz tudo aquilo que eu sempre fazia e que acabava me arrependendo depois porque resultava em descarga emocional dessas bem visíveis a olho nu, coisa de gente que curte sofrer. Você sabe que vai machucar, mas vai lá e faz.
Curiosamente não surtiu efeito. Não deu certo. Não entendi.
Num surto apelativo, espertona que sou, pensei: “vou escrever mais um e-mail de efeito”, porque cedo ou tarde sua resposta sempre chegava e com ela aquelas centelhas já apagadas eram reacendidas com aquele cheiro insuportável de coisa reaproveitada. “Ninguém agüenta mais dissertar sobre o mesmo assunto, mas vamos lá”. Busquei a certeira inspiração da madrugada, pensei no que poderia ter sido e naquela “saudaaade” que eu sentia há tão pouco tempo. Cacete! Não funcionou de novo.
E foi aí que eu descobri que finalmente tinha chegado aonde eu queria desde 2009, mas nunca consegui, no disparate de não me permitir viver qualquer coisa que não fosse você. Essa estupidez toda tinha passado.
Tenho um amigo que sempre fala: “This is happening”. Ok, não em situações como essa, mas sei que ele não vai se importar se eu me apropriar dessa expressão para designar a minha circunstância.
This is hapenning. It has happened. (E eu nem tinha me dado conta).
Então, aproveitando o ensejo, quero te desejar tudo de bom. Só que não. Ah, o que eu posso fazer se você se tornou tão desimportante pra mim que, sinceramente, tanto faz se você vai bem ou mal? Muita coisa pode ter mudado, mas ainda desfilo no bloco da franqueza.
Sortudo mesmo é quem foi o primeiro a deixar de amar para… não sentir mais nada.






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