Comer, rezar, amar – Elizabeth Gilbert (Livro)

Por Antânia

Então… dizer que um livro é best-seller é o mesmo que me dizer “não leia esse livro”. Mas uma amiga estava lendo e falou tãaaao bem que resolvi procurar saber, pelo menos, quem era a autora, antes de começar o que eu achei que seria uma perda de tempo.

“Elizabeth Gilbert é autora de uma coletânea de contos, Pilgrims (“Peregrinos”, inédito no Brasil e finalista do Prêmio Pen/Hemingway), de um romance, Stern Men (“Homens sisudos”, inéditos no Brasil), e de um livro de não-ficção, The Last American Man (“O último homem americano”, também inédito no Brasil, indicado ao National Book Award e escolhido pelo The New York Times como um dos livros notáveis de 2002). Escreve para a revista norte-americana GQ, onde recebeu duas indicações para o National Magazine Award por seus artigos. Elizabeth Gilbert vive hoje na Filadélfia.”

Com um currículo desses, resolvi dar uma chance…

Trecho do livro:

Eu queria que Giovanni me beijasse.

Ah, mas são tantos os motivos que fariam disso uma péssima idéia… Para começar, Giovanni é dez anos mais novo do que eu, e – como a maior parte dos rapazes italianos de vinte e poucos anos – ainda mora com a mãe. Só esses dois fatos já fazem dele um parceiro romântico improvável para mim, já que sou uma americana de trinta e poucos anos que trabalha, acaba de passar por um casamento falido e por um divórcio arrasador e interminável, imediatamente seguido por um caso de amor apaixonado que terminou com uma dolorosa ruptura. Todas essas perdas, uma atrás da outra, deixaram em mim uma sensação de tristeza e fragilidade, e a impressão de ter mais ou menos 7 mil anos de idade. Por uma simples questão de princípios, eu não imporia essa minha pessoa desanimada, derrotada e velha ao adorável, inocente Giovanni. Sem falar que eu finalmente havia chegado à idade em que uma mulher começa a questionar se a maneira mais sensata de superar a perda de um lindo rapaz de olhos castanhos é mesmo levar outro para sua cama imediatamente. É por isso que já faz muitos meses que estou sozinha. É por isso, na verdade, que decidi passar este ano inteiro sozinha.

Diante do que o observador mais arguto poderá perguntar: “Então por que você veio para a Itália?”

E tudo que posso responder – sobretudo quando olho para o belo Giovanni do outro lado da mesa – é: “Boa pergunta.”

E pra quem não dispensa uma sinopse:

Quando completou 30 anos, Elizabeth Gilbert tinha tudo que uma mulher americana moderna, bem-educada e ambiciosa deveria querer – um marido, uma casa de campo, uma carreira de sucesso. Mas não se sentia feliz – acabou pedindo divórcio e caindo em depressão. ‘Comer, rezar, amar’ é o relato da autora sobre o ano que passou viajando ao redor do mundo em busca de sua recuperação pessoal.

Independente da parte “auto-ajuda”, tá me parecendo uma boa história. E bem burráldico!



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30 abril 2010 1.517 acessos 7 comentários

7 comentários »

  • Dani Antunes disse:

    Me diz depois se vc achar bacana?
    Tô com vontade de comprar esse livro, mas sem uma fonte confiável me dizendo que é bacana eu não compro. :P

  • Renata disse:

    Estou lendo COMER, REZAR, AMAR e é mais incrível do que eu imaginava. Vale a pena ler!

  • Fernanda disse:

    Também tenho preconceito com Best-sellers. Até que um dia, uma amiga, que tem um gosto literário apurado, praticamente me obrigou a ler este livro. E gostei muito da história. Dá para se identificar muito com várias passagens, com as dúvidas, os sofrimentos. E definitivamente é um livro bem feminino. Acho que vale a pena ler sim!

  • Ellen disse:

    O livro é fantásticoooo!

    Manual de instruções para a mulher que quer deixar de ser burra…hehe

  • Rita disse:

    O livro é muito bom!!

    Recomendo.

    estou louca para ver o filme com a Julia Roberts no papel principal!!

  • Luize disse:

    O livro mais entediante que já li rsrs a única parte bem no finalzinho que salva a escritora de não cometer o suicídio é ter encontrado um brasileiro para fazer a grande caridade de trepar com ela rsrs, nossa a mulher é sem noção, quer passar uma crise de identidade que sinceramente?! muito comum no seu país de origem, afinal os americanos são tão vazios e apáticos, nada de fora do comum, a mulher come come na Itália, reza reza na Índia, e trepa trepa até ter uma cistite, acredita na Indonésia com o Brasileiro que salvou literalmente suas viajens entediantes e sua vidinha medíocre. Não comprem o livro, compre uma revista Nova ou Melher Executiva, muito mais caliente e interessante.

  • Luh :] disse:

    Eu li esse livro ano passado por me interessar por essas três palavrinhas comer,rezar,amar.
    E pra mim é incrível todas as revira-voltas que a própria autora vive. Bem, se eu fosse escritora só contaria uma história dessas se somente se eu tivesse dado a volta por cima mesmo, e foi o que ela fez, além de se encontrar consigo mesma, descobri o que ela quer da vida e novos desejos e sonhos.

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