All we need is love (mas só nos primeiros meses)

Por Antânia

“O que seria do azul se todos gostassem do amarelo??”. Bonitinha essa frase, mas ordinária.

Não importa o quanto saibamos que a diferença é algo bom e enriquecedor: na verdade, todos queremos encontrar alguém IGUAL a nós (ou pelo menos muito parecido). Alguém que goste de Caetano e System of a Down, de chuva e sol, do Al Pacino e do Bruce Willis. Uma pessoa que tenha o mesmo tipo de humor, que tenha lido os mesmos livros que você, que também se emociona quando ouve “Detalhes”.

No fundo, no fundo – quem sabe nadar e, portanto, não morreu afogado – quer mesmo é um clone pra chamar de “seu”. A maior parte das diferenças a gente apenas tolera. Ou não.

A questão é saber o que é tolerável e o que não é. Quais as diferenças que vão até te fazer rir de vez em quando e quais são aquelas que vão te aborrecer, tornar a comunicação inviável e desgastar a relação?

Por exemplo: lá pelo terceiro mês de namoro, numa bela tarde de outono, estava eu toda faceira adentrando a casa dele. E qual não foi minha surpresa quando minhas aurículas captaram uma trilha sonora inimaginável. Me recusei a acreditar, mas sim, era ele… WANDO (ele mesmo: o obsceno).

(risca o disco!)
COMO ASSIM O AMOR DA MINHA VIDA OUVE WANDO????

Eu tentei respeitar… mas, gente… WANDO??? Meu iaiá, meu ioiô??? Não deu… o Wando matou o nosso amor.

É por coisas desse tipo que “Uma linda mulher” não teve “parte II”, percebe? Depois de certo tempo, o Richard Gere deve ter se perguntado que mal ele fez a Deus (e que droga ela havia colocado em sua bebida) pra ele ter se casado com uma mulher que fala “nós vai, nós fumo”, que é maníaca por fio dental e que usa aquela bota vagabunda em pleno verão. Ela, por sua vez, estaria de saco cheio daquele mauricinho da terceira idade que não tolera palavrões, arrotos ou comer com a mão.

A gente quer sempre acreditar que o amor supera todas as diferenças, mas não tem nada mais cansativo do que estar com uma pessoa que fala uma língua totalmente diferente da sua. Qualquer discussão simples acaba virando uma reunião das Nações Unidas sem intérprete. E parece que quanto mais diplomática você tenta ser, mais terrorista ele se torna!

Histórias de amor começam e terminam, mesmo quando o amor persiste. Lidar com as diferenças é possível e saudável, até certo ponto. Quando a diferença é muito profunda não há tolerância que chegue. O ninho de amor acaba virando o Oriente Médio. E a separação, um tratado de paz.

E como o ser humano é incoerente e a mulé é burra, é bem capaz de você dar um pé na bunda do infeliz e em seguida ficar amargando uma boa temporada “lambendo serrote” (“dor de cotovelo” já era. Se atualiza, pô!).

Até do Wando você acaba sentindo falta.

Coisa mais bizarra…

Antânia



Posts Relacionados:

  1. 04/02/2009 – Ministro italiano termina namoro de 9 meses por mensagem de texto
    O ministro de Exteriores italiano, Franco Frattini, decidiu terminar com a namorada, a dermatologista Chantal Sciuto, através de uma simples mensagem de texto de celular,...
  2. Homem encontra aliança de casamento no mar 16 meses após perdê-la
    Um neo-zelandês que prometeu à sua esposa encontrar a aliança de casamento depois de perdê-la no mar cumpriu a promessa, 16 meses depois. O ecologista...
  3. Os sete primeiros passos para desintoxicação
    Hoje não estou falando daquele ex que vai embora, não. Hoje é sobre aquele que não dá certo, que não te faz bem, que brigam...

Bookmark and Share
28 outubro 2005 517 acessos 1 comentário

1 comentários »

  • Jéssica Santos disse:

    Huahauha… incrivelmente certo! Adorei! Adoro o site!
    Vcs todas são ótimas!

Comente!