Daquilo que não sei
O ato de escrever, hoje, se tornou algo extremamente difícil. Não tenho mais vontade, confesso, e acredito que minha percepção esteja num outro foco. Lembro de alguns textos antigos, uns apaixonados, outros revoltados… ou brincalhões. Textos que busquei retratar um momento ou buscar explicações para tantas perguntas sem respostas.
Eu não escrevo para mim. Escrevo por companhia… Não é fácil não gostar de ouvir, mas preciso de alguém que goste. Ou precisava.
A minha vontade hoje é apenas vaidade. Para escrever como antes, preciso ser a pessoa de antes. Não sinto saudade de nada do que já fui, nem da liberdade de ser quem quiser. Também não sinto saudade de ninguém. Aliás, sinto, sim. Esses dias senti saudades de um ex-chefe, o André, lindo de morrer e gente boa toda vida, que não vi nunca mais e que não faz diferença. (Mas, André… se você lê o meu blog, me liga, gato)
Não tenho mais o que dizer. Não mais sobre mim. Não importa se é branco, se é preto, se é rosa, se é verde. Não importa o porquê da porrada. Foda-se, entende? Não faz diferença. A previsão do tempo não vai mudar se você chorar. Acostume-se com a chuva. Ou não, porque também não vai fazer diferença.
Entende?
Mas, tamus aí.